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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dizer muito sem palavra alguma! Crônica de 18 dias inesquecíveis no Centro João Paulo II


Estimado leitor do outro lado da tela.


É uma alegria reencontrar-lhe aqui depois de alguns meses de férias, cheios de atividades.
Uma delas foi a oportunidade de ter sido voluntário no Centro de apoio a deficientes João Paulo II em Fátima – Portugal.

No dia 2 de julho, parti, rumo a essa experiência nova para mim e outros 16 companheiros do Colégio Internacional Bidasoa. Passar 18 dias como voluntário no supracitado Centro.

Depois de quase 10 largas horas de viagem desde Pamplona (Espanha) a Fátima. Cansados todos, já que não era exatamente grande a comodidade dos furgões, e um pouco mais para o que era o motorista de um deles. Chegamos. Acomodar-se, jantar e dormir.

Ansioso pensava no outro dia. Como seria tudo? Como ajudaria? O que tinha que fazer? Sairia tudo bem?

Amanheceu. 6: 45 a.m levantar, 7:30 todos na capela, rezamos. Café da manhã. Encontro com a responsável do voluntariado: Maria de Jesus. Depois um primeiro contato com as “casinhas”, ou seja, os módulos onde ficavam sob cuidado um grupo de internos, mãos a obra.

101 esse era o número do meu módulo. Ao contrário dos demais que ficam em duplas ajudando as senhoras, estive só. Aí! Sozinho, sem outro companheiro para ajudar pensava...Fui recebido realmente como numa família. Ali, se faziam as camas dos utentes, passeava -os, levava a roupa para a lavanderia, o lixo para seu devido lugar, dava comida, lavava a louças do café, do almoço e do jantar. Limpava, secava, cantava, animava, arrumava, ajudava na cozinha grande ou na lavanderia quando estava na lista, e por ser o único de língua portuguesa do grupo e “ser tímido” ia passando pelos outros módulos. Sobretudo estava com os utentes e com as senhoras as quais me tratavam como filho.

Mas o que realmente importava é que no fim de cada dia, bastante cansado às vezes, ia dormir muito feliz! Era estranho no bom sentido, não se pode explicar. Era mais que a felicidade de ter ajudado. Era a felicidade de ter recebido mais do que havia dado, por ter aprendido. Felicidade pelo simples fato de encontrar – se ali, e isso enchia.
Antes da nossa ida, pensei que ia dar algo de mim, do meu tempo... Assim foi. Mas, sobretudo ganhei amor e carinho ali.

Fazia o que tinha que fazer, mas para os utentes era muito mais.  Agradeciam com palavras (os que podiam), outros com um abraço, outros com sorrisos, outros com um leve movimento facial ou mexendo o dedo, com um fechar de olhos... Quanta emoção!

Meu Deus! Quão pouco agradecido sou! Que exigente às vezes com a vida e com tudo que recebi! Ensinaram-me lições de vida que não serão esquecidas. Disseram-me muitíssimo sem dizer uma só palavra. Os atos falam mais alto. A vida é eloquente por si só.

Lembro-me de um amigo falar na existência de um antes e depois de Fátima. Hoje posso dizer que realmente é assim.

Chegou o dia 19 de julho. Hora de voltar. Com o coração na mão, e imensamente agradecido parti. Eram às 10 da manhã. Fomos despedir-nos da Virgem de Fátima no Santuário e iniciamos a longa viagem de regresso.

Passaram-se mais de 2 meses. Mas o tempo não importa. A memória supera o tempo e o espaço. E nos faz estar sem estar, ver sem ver, em definitiva faz possível continuar a amar.

Muitissímo obrigado!!!!

Eduardo Henrique da Costa.

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