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By Ferramentas Blog

Bem-Vindo



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terça-feira, 16 de abril de 2013

RETORNO À CASA DO PAI



Estimado leitor do outro lado da tela:           
                                                         
Hoje os convido a refletir, em alguns significados da parábola do Filho pródigo ou do Pai misericordioso, a luz dos sacramentos.

Vemos como o filho mais novo pede a herança ao seu pai, e esse lhe dá. Respeita sua liberdade. E seguirá respeitando – a mesmo quando este quer ir longe da casa paterna. O filho empreende então marcha para um país longínquo. Afasta – se da casa do pai. Afasta – se da santidade.

segunda-feira, 18 de março de 2013

A ESPERA...


Expectativa. Confiança. Espera.  Quem sabe seja essa a grande palavra do ser humano, que lhe ajuda a entender – se em sua profundidade e não estar afligidos pela vida. Somos seres em espera.

Esperamos para nascer. Depois ao largo da nossa vida esperamos em tudo. Na fila, na rua, na escola, em casa, no trabalho, no amor... Em tudo há um caráter de espera. A própria vida é espera quando se tem fé. Pois é confiança em que nada se acaba aqui, e nosso viver tem um sentido muito além de nós mesmos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

AMIZADE


O último artigo publicado Fases do Amor, com ocasião do dia de São Valentim, foi sobre o amor desde o ponto de vista natural do matrimônio e as fases que o englobam... Mas fui informado, por um leitor, que ademais de dia dos namorados em diversos países, era também dia da amizade em outros, e me sugeriu, e o agradeço imensamente, escrever algo sobre o tema.

E hoje, gostaria reflexionar contigo querido leitor do outro lado da tela sobre esse outro tipo de amor, tão humano e tão sublime, quando é verdadeiro e profundo: a amizade.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

FASES DO AMOR


Estimado leitor do outro lado da tela, dia 14 de fevereiro se celebra aqui na Espanha, e em diversas partes do mundo o dia de São Valentim, o que equivaleria ao dia dos namorados no Brasil.

Então resolvi escrever essas breves linhas sobre as etapas de desenvolvimento da história de amor nascido dessa relação.

O amor humano é de pessoa a pessoa. Sendo assim, o amor é como uma biografia viva, que se prolongará no matrimônio. Por isso o processo no qual se contrai o matrimonio é um processo de comunicação amorosa um ao outro que se vai dando ao largo da vida de ambos.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Renúncia de Bento XVI


Estimado leitor do outro lado da tela, com surpresa recebemos hoje pela manhã a notícia do anúncio por parte do Papa Bento XVI da sua renúncia no próximo dia 28 de fevereiro.

Para nós é algo novo, pois nos últimos quase 600 anos não se dá uma renúncia, se diz que o último foi Gregório XII 1415, ainda que sobre essa questão agora mesmo se dizem diversidade de coisas, é melhor não se aventurar e estudar o assunto.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Não estou só!


Constantemente nos dias atuais o ser humano está reclamando a soberania de sua vida. Seja de forma indireta ou direta, se crê que somente a própria pessoa é a única protagonista, por isso decide o que quer, faz o que melhor lhe parece, em busca da felicidade. Mesmo sendo em muitas das vezes uma idéia não totalmente clara a que se tem de felicidade, associando-a com não sofrimento, alegria passageira, ter algo desejado. Esses elementos são parte ínfima, não a felicidade em sua totalidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dizer muito sem palavra alguma! Crônica de 18 dias inesquecíveis no Centro João Paulo II


Estimado leitor do outro lado da tela.


É uma alegria reencontrar-lhe aqui depois de alguns meses de férias, cheios de atividades.
Uma delas foi a oportunidade de ter sido voluntário no Centro de apoio a deficientes João Paulo II em Fátima – Portugal.

No dia 2 de julho, parti, rumo a essa experiência nova para mim e outros 16 companheiros do Colégio Internacional Bidasoa. Passar 18 dias como voluntário no supracitado Centro.

Depois de quase 10 largas horas de viagem desde Pamplona (Espanha) a Fátima. Cansados todos, já que não era exatamente grande a comodidade dos furgões, e um pouco mais para o que era o motorista de um deles. Chegamos. Acomodar-se, jantar e dormir.

Ansioso pensava no outro dia. Como seria tudo? Como ajudaria? O que tinha que fazer? Sairia tudo bem?

Amanheceu. 6: 45 a.m levantar, 7:30 todos na capela, rezamos. Café da manhã. Encontro com a responsável do voluntariado: Maria de Jesus. Depois um primeiro contato com as “casinhas”, ou seja, os módulos onde ficavam sob cuidado um grupo de internos, mãos a obra.

101 esse era o número do meu módulo. Ao contrário dos demais que ficam em duplas ajudando as senhoras, estive só. Aí! Sozinho, sem outro companheiro para ajudar pensava...Fui recebido realmente como numa família. Ali, se faziam as camas dos utentes, passeava -os, levava a roupa para a lavanderia, o lixo para seu devido lugar, dava comida, lavava a louças do café, do almoço e do jantar. Limpava, secava, cantava, animava, arrumava, ajudava na cozinha grande ou na lavanderia quando estava na lista, e por ser o único de língua portuguesa do grupo e “ser tímido” ia passando pelos outros módulos. Sobretudo estava com os utentes e com as senhoras as quais me tratavam como filho.

Mas o que realmente importava é que no fim de cada dia, bastante cansado às vezes, ia dormir muito feliz! Era estranho no bom sentido, não se pode explicar. Era mais que a felicidade de ter ajudado. Era a felicidade de ter recebido mais do que havia dado, por ter aprendido. Felicidade pelo simples fato de encontrar – se ali, e isso enchia.
Antes da nossa ida, pensei que ia dar algo de mim, do meu tempo... Assim foi. Mas, sobretudo ganhei amor e carinho ali.

Fazia o que tinha que fazer, mas para os utentes era muito mais.  Agradeciam com palavras (os que podiam), outros com um abraço, outros com sorrisos, outros com um leve movimento facial ou mexendo o dedo, com um fechar de olhos... Quanta emoção!

Meu Deus! Quão pouco agradecido sou! Que exigente às vezes com a vida e com tudo que recebi! Ensinaram-me lições de vida que não serão esquecidas. Disseram-me muitíssimo sem dizer uma só palavra. Os atos falam mais alto. A vida é eloquente por si só.

Lembro-me de um amigo falar na existência de um antes e depois de Fátima. Hoje posso dizer que realmente é assim.

Chegou o dia 19 de julho. Hora de voltar. Com o coração na mão, e imensamente agradecido parti. Eram às 10 da manhã. Fomos despedir-nos da Virgem de Fátima no Santuário e iniciamos a longa viagem de regresso.

Passaram-se mais de 2 meses. Mas o tempo não importa. A memória supera o tempo e o espaço. E nos faz estar sem estar, ver sem ver, em definitiva faz possível continuar a amar.

Muitissímo obrigado!!!!

Eduardo Henrique da Costa.

MAIS E MAIS...


segunda-feira, 2 de abril de 2012

PARA UMA BOA CONFISSÃO



Bem, caro leitor do outro lado da tela, no artigo anterior se refletia sobre alguns aspectos da confissão. Não obstante é necessário preparar – se bem para cada confissão. E o que é indispensável para fazer uma boa confissão? Aqui estão 5 pontos clássicos e muito fáceis de lembrar.

- exame de consciência – ver a luz da fé aqueles atos, pensamentos, omissões nos quais ofendemos a Deus, ao próximo e a minha dignidade de ser humano.

- ter arrependimento dos pecados.

- propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam: não confessar pensado em depois fazer de novo ou não esforçar - se e se cair de novo me confesso. É importante ao menos o propósito de não querer ofender de novo a Deus.

- confessar-se sem omitir nada, com sinceridade e visão sobrenatural.

- cumprir a penitência estabelecida pelo confessor

Eduardo Henrique da Costa

SEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS

É impressionante a narração do Evangelho na qual Jesus está em uma casa de Cafarnaúm. Quatro amigos baixam a um paralítico através de cordas, em meio das pessoas ali reunidas, tamanha era a aglomeração.
Sempre, ao menos eu, imaginava o paralítico ali parado sendo levado, mas bem como uma parte passiva. Mas outro dia um sacerdote, convidava a perceber a figura desse paralítico como ativa, ele quer estar ali, tem coragem, não se envergonha das pessoas. Seus amigos estão lá em cima do telhado, mas é ele lá embaixo que se ele se encontra com o Senhor. E Jesus lhe diz, seus pecados estão perdoados. Mc 2, 1-12
Pode parecer um pouco decepcionante. Um homem depois de tudo que fez, esperando a cura pelas mãos daquele já muito conhecido por isso, e ouve “apenas”: seus pecados estão perdoados!
Contudo Jesus sabe e conhece profundamente o homem. Conhece o seu interior, o que passa no mais íntimo do seu coração. E indo além das experiências sabe o que realmente necessitamos, ainda que não de aquilo que esperamos.
Logo os fariseus pensavam: esse que perdoa os pecados, que autoridade tem? E Jesus disse: “que é mais fácil dizer teus pecados estão perdoados ou levanta toma tua cama e anda. Pois para que saibais que o Filho do homem tem poder de perdoar os pecados toma tua cama levanta e anda”.
A cura que necessitamos é a interior, e a do pecado, logicamente, devemos buscar ter saúde, buscar os meios para estar saudável, e pedir a Deus isso. Porém antes de tudo, busquemos uma vida saudável na alma, essa é a cura a qual carecemos.
A própria experiência de cada um de nós, nos mostra como é difícil que nos acerquemos a confissão. Distintos são os motivos (vergonha, medo do que o padre vai pensar, ou o que os outros pensarão de mim se me confesso – que pecador, ou os não praticantes dirão: para que isso?, entre outros).
É aí que devemos aprender com esse paralítico, ainda que possa ser visto por todos buscando a confissão.  O que importa é estar “cara a cara” com Jesus, porque é Ele quem perdoa os pecados.
É verdade também que às vezes nós e os outros temos a necessidade de amigos para falar, para encorajar, para aproximar e levar até Jesus. Tudo isso porque se vai sofrendo uma paralisia na alma causadora desse distanciamento gradual de Deus.
A confissão é um presente. É o presente divino dado para curar essas paralisias da alma ao largo da vida de cada um. Depois da ressurreição o primeiro presente dado ao ser humano da parte de Jesus Cristo, contido nas primeiras palavras a seus discípulos é:

"apareceu no meio dos apóstolos...e, mostrando-lhes as mãos e seu lado...lhes disse: a paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo...Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, e aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" Jo 21, 21- 23.

Deus nos espera de braços abertos como o pai da parábola do filho pródigo. Aquele pai apesar do pedido do filho, não o aceita como um escravo. Pelo contrário o acolhe como era antes de partir para longe: seu filho. Para mostrar sua dignidade de filho, representada naquele então pela roupa, o anel, e dando uma festa.
Quando se pede perdão na confissão, se é retirado da situação penosa, como o filho da parábola, causada pelo pecado. Deus limpa, reveste com as vestes da graça, e dá uma festa, pois o próprio Jesus disse: “há mais festa no Céu por um pecador que se converte que por noventa e nove justos”.
A confissão é um momento único. Momento onde tanto o que se confessa como o sacerdote, sente profundamente a miséria humana e a misericórdia infinita de Deus.
Há um ano lançou – se nos cinemas um filme baseado em uma história real: O rito. Particularmente a última cena me “encantou”, gostei muito dela. Depois de todo um filme sobre o exorcismo e como aquele diácono duvidava da existência do demônio. Na última cena ele aparece ordenado e atendendo uma confissão.  A mensagem dada é muito significativa. É no confessionário onde se produz e se ganha a batalha diária com o demônio. É no confessionário onde se dá a cada dia um verdadeiro exorcismo.
Eduardo Henrique da Costa

quarta-feira, 14 de março de 2012

SAUDADE


Estimados leitores do outro lado da tela.


Hoje lhes escrevo sobre a saudade.


Nostalgia, “añorar”, “hechar de menos”, sentir falta, “manque”, “to miss”, são algumas das palavras utilizadas em outras línguas para expressar algo assim como a saudade.


Mas nenhuma traduz exatamente o que é saudade, porque essa palavra só existe em português.


Na verdade, eu creio que, saudade junta um pouco de tudo, se sente falta, se tem nostalgia, se pensa na pessoa que não está, se espera vê-la outra vez (ainda que já não seja nesse mundo), se revive mentalmente os momentos inesquecíveis compartidos juntos, ou basta simplesmente com recordar (re - trazer de volta – cordis em latim: - ao - coração) os momentos juntos.


Nosso espírito “voa” ao encontro da outra pessoa, e se dá uma misteriosa união; as vezes se chora, mas são lágrimas de esperanças, de lembranças e sobretudo de amor.


Quem sabe essa seja uma, ou a única tradução e um sinônimo de saudade, o amor. Toda essa miscelânea de sentimentos, se resume em AMOR, é o amor que está detrás e impulsiona tudo.


Sobre a saudade existem muitíssimas frases, como por exemplo: “O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo” Mário Quintana“Saudade é melhor do que caminhar vazio.” Peninha. “A juventude é uma idade horrível que apreciamos apenas no momento em que sentimos saudade dela.” A. Amurri“Aos olhos da saudade como o mundo é pequeno.”Charles Baudelaire.


Contudo, para terminar, particularmente ficarei com estas duas frases de autoria desconhecida: “saudade sim tristeza não” e “saudade é o amor que fica de quem se vai” e amor que vai de quem fica.


A saudade ao fim e ao cabo nos une. Como cantam Jorge e Mateus: “quem foi que disse que para estar junto precisa estar perto”


Eduardo Henrique da Costa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SIM EXISTE!

Não sei onde ouvi essa história, só sei que faz muito tempo que a conheço. E não vou comentar como faço quando uso alguma história para ilustrar um tema. Fala por si só. Boa leitura.
 Eduardo Henrique da Costa.

Em um cabeleireiro se encontrava um homem de fé dialogando com aquele que lhe cortava o cabelo, tentando convencê-lo da existência de Deus.
Em um determinado momento o cabeleireiro disse assim:
- Deus não existe, pois, senão não haveria guerras, fome, ladrões, e outros tantos maus.
Houve um silêncio profundo naquele recinto, até quando entrou um homem maltrapilho, sujo, com os cabelos grandes, roupa velha perguntando onde ficava uma loja que se encontrava ali perto.
Saindo este dali, toma a palavra o homem crente (que crê) dizendo:
- os cabeleireiros não existem!
Estupefato contesta o outro:
- como não. Se aqui estou falando contigo! Cortando seu cabelo!
Recebendo a seguinte resposta:
- não. Não existem! Você não viu o homem que acaba de sair, o horrível cabelo que tinha, grande, sujo, duro...
Já sem corta o cabelo retruca:
- não seja por isso. Eu estou aqui, se ele não busca um cabeleireiro é porque ele não quer, ou não pode, mas não significa que não existimos.
Responde calmamente seu cliente:
- a mesma coisa acontece com Deus. Ele existe se alguém não que reconhecê-Lo, buscá-Lo, amá-Lo agindo contra Seus mandamentos e ensinamentos e contra a própria natureza humana, não significa sua não existência.  


sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL

Queridos amigos. Hoje celebraremos o Natal. O eterno entra no tempo e o que é temporal, passageiro pode participar da eternidade. Deus se faz homem para que o homem possa se fazer como Ele. E assim é que em Cristo somos filhos de Deus. Hoje ao celebrar essa festa só queria recordar que lembremos porque celebramos o Natal. É quando Deus se faz homem, santifica a humanidade e o mundo inteiro, e dessa forma cada realidade de nosso mundo é motivo para encontrar-se com Deus, pois Ele mesmo viveu aqui na Terra. Nos encontramos com Deus todos os dias, na escola, no trabalho, na família quando fazemos o que temos que fazer bem e com amor. E assim cada dia é Natal para nós, porque cada vez que agimos dessa maneira Deus nasce entre nós. E só assim realmente o próximo ano será un feliz ano novo. Feliz e abençoado Natal a todos.

Eduardo Henrique da Costa

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Questão de atitude


Nossa vida é feita de atitudes e decisões. Momentos são ocasiões para tomar decisões, para agir. Como já disse o axioma físico, “toda ação tem uma reação”. Eu diria, toda situação tem uma decisão. A nossa vida é feita de atitudes.

Como age um cristão em distintas circunstâncias que se lhe apresenta em sua vida?!
A resposta correta e principal é que esse modelo e exemplo da vida cristã podem se encontrar nos Evangelhos, em Cristo mesmo – Caminho, Verdade e Vida - e depois nas cartas dos apóstolos. Mas Jesus Cristo já era anunciado e prefigurado no Antigo Testamento como comprovamos ao ler no Novo Testamento “para que se cumprissem as Escrituras” ou “como diziam as Escrituras”. Sendo assim podemos buscar também no Antigo Testamento “prefigurações” de atitudes que um cristão deve ou não ter.

Veremos dentre tantos exemplos disso três: Noé, Moisés e Abraão.

Toda a história da Salvação desde a criação é uma história de amor. História de aproximação e fidelidade de Deus ao homem e de muitos afastamentos e infidelidades do homem para com Deus.

Como lemos Deus resolveu mandar um dilúvio na Terra, pois os homens já se haviam esquecido totalmente Dele. Pediu a Noé que construísse uma Arca. Estes se pôs a fazê-la. Imagine-se! Com um sol “tremendo” Noé fazendo uma arca porque Deus lhe disse que mandaria uma chuva que inundaria tudo.

As pessoas deviam pensar que estava louco, pirado, demente... Mas ele seguiu tranqüilo por saber-se cumpridor da vontade de Deus. Assim deve ser um cristão. Age de cara a Deus e não se envergonha do que é. Se crêem que está louco por amar o inimigo, perdoar, ser humilde, deixar tudo e segui-Lo, não se preocupe, este é o caminho.

O povo ainda assim, não se converte e com o passar dos anos adoram outros deuses. São exilados no Egito. E então Moisés é enviado para liberar aquele povo elegido.

Quando ia sair do Egito, tendo o mar à frente e o exército do faraó atrás o povo se queixa dizendo a Moisés se foram guiados para morrer aí. Não contarei aqui toda a história, creio que já conhecem senão leia-se na Bíblia. O fato é que o mar se abriu e o povo passou. E depois de cruzar o mar, a pé enxuto, todos se alegraram. Passado o tempo reclamam que não havia água e Deus a envia. Mas em frente que se acaba a comida, e Deus envia o maná. Então passado o tempo o povo se cansa e reclama a falta de “variedade no cardápio”. Moisés ao contrário se mantém fiel. Confia.

Um cristão não é tristão. Não vive por aí triste a reclamar da vida e sem mover os braços. Ele vê tudo com outros olhos. Se o padre fala muito, o salário não melhora, essa semana que não termina e outra semana que passou demasiado rápido. De repente a vida se torna pesada, chata. Nada, nada alegra quem vive assim. Deus tem seu tempo, e há tempo para tudo. Em tudo dai graças e mantenha a fidelidade. Confia em Deus. Ele não defrauda.

Por último Abraão, nosso pai na fé. Deus lhe promete uma descendência tão numerosa que não poderá ser contada, será mais que as estrelas do céu e mais que os grãos de areia da praia. Mas ele só tem um filho e em sua velhice. E todas as promessas? Bendito seja Deus, Ele sabe como agir. Como se não bastasse Deus pede em sacrifício seu único filho, imagine o coração desse pai, que ao chegar ao lugar do sacrifício, o filho lhe disse ver tudo preparado menos a vítima, o cordeiro. Responde com fé, Deus providenciará.

Que fé! Essa é a fé do cristão que confia. Diante dos pedidos de Deus, responde com fé, sabe que sendo fiel Deus não lhe falhará. Tem uma fé que vê mais além que os demais. Vê a mão Divina agindo.
Distintas situações.

Distintas respostas e decisões. Estes três exemplos são para pensar e comparar com a vida de cada um. Qual minha atitude?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Nascidos para voar

Um caçador encontrou um ninho de águia, na ausência da águia mãe que busca comida, este furtou um ovo e levou-o para a sua fazenda e o pôs no galinheiro para que alguma galinha o chocasse.

Crescendo como galinha a águia sem perceber a sua diferença, ciscava, bicava o chão, cacarejava e até batia as asas e “voava” a uma pequena altura e poucos metros, como fazem tipicamente as galinhas.

O tempo passou, a “galinha” agora já velha e certa tarde viu uma ave grande a qual quase na movia as asas para sustentar-se no ar, e voava muito alto. Impressionada a “galinha” pergunta a outra qual nome de tão maravilhosa e imponente ave, obtendo como resposta: - é uma águia, a rainha das alturas! Mas não se preocupe, não pense muito nela, pois nós somos galinhas.

E assim passou o resto dos seus dias aquela águia ser saber qual o seu verdadeiro destino.
O ser humano também nasceu para voar alto. Ele é o auge de toda criação. Mas quanta galinha ciscando por aí!

Quanto cristão, católico, reclamando da vida, ciscando, pensando pequeno, remoendo coisas no seu interior, e não abrem os olhos para ver realmente aquilo que são.

Deus criou o ser humano a sua imagem e semelhança, nenhuma criatura teve tal privilégio, tamanha honra.
Seu corpo é um milagre divino, quantos bilhões de células, todo o complexo sistema nervoso e sanguíneo, cada órgão, e o fenômeno da inteligência e com ela a liberdade que não existe em nenhum outro animal no universo!

Criou-o para sua amizade, para estar com Deus. Ainda que este pecasse, não o abandonou a sua sorte, mas enviou o seu próprio Filho para encarnar-se, ser crucificado e redimir-nos, a você e a mim.

Disse um sábio que se Deus não nós sustentasse na existência morreríamos, sendo assim, pensa a cada momento em cada um com seu infinito amor, bondade e poder. Deus pensa cada minuto, segundo, milésimo de segundo em você!

Saber-se amado de tal maneira é um bálsamo e uma fortaleza. Nunca se está sozinho, ainda que pareça. E isso faz com que se possa seguir adiante, não prender-nos em nossas dificuldades e defeitos sejam quais sejam, mas sim aprender deles. Isso me faz cada dia, sentir vontade de viver, e buscar fazer da melhor maneira possível tudo que faço, ainda que tudo seja quase nada.

Ninguém dá o que não tem. Por isso não se ama se não se é amado. Pensar e saber que Deus me ama, ontem, hoje e sempre, do jeito que sou, me faz amar meus irmãos do jeito que são, superando todas as limitações que se me imponham. Assim meu ideal não é mesquinho, pequeno, não é galinha que cisca, mas é amar como Deus me ama. Sem limitações. Águia que voa.

Não tenha medo. Somos águias, devemos voar. Por vezes o vôo se alçará facilmente. Por outras os ventos serão fortes, então bateremos as asas mais fortes ainda. E seguiremos buscando as coisas do Alto, em meio às coisas da Terra. Sem nunca perder de vista o horizonte, ainda que esteja escondido por uma nuvem espessa. Voaremos rumo ao Pai com a certeza de que nos espera de braços abertos para sermos felizes eternamente com Ele, alcançando assim nosso verdadeiro destino.

Eduardo Henrique da Costa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Por que batizar as crianças?


Estimado leitor do outro lado da tela. Ainda que esta parte vem no artigo Batismo, pareceu-me importante publicá-la a parte, com algum retoque.


Primeiro uma comparação: uma criança nasce e está doente, mas existe a cura,  o médico fala com o pai e este, suposto defensor da “liberdade” responde: esperarei para que o meu filho cresça e  decida por si só se quer receber a cura, ser operado ou não. Que pai é esse!!! Negando a cura a seu próprio filho. Então, o mesmo nos passa.  Nós estamos manchados pelo pecado original, e quando nascemos Deus já nos deixou a cura e a maneira de fazer-nos filhos Dele, mais podemos agir como o pai daqui de cima, que cresça e decida onde batizar, ou se quer batizar-se.Por que então privar uma criança de tamanha graça!


Agora vejamos na Bíblia:  A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

A expressão "casa" ("domus", em latim; "oikía", em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).

Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).

Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)

Por último na Nova e Eterna Aliança, o batismo substitui a circuncisão da Antiga Aliança, como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

Eduardo Henrique da Costa.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Batismo


Estimado leitor do outro lado da tela, vimos anteriormente uma introdução sobre o que era um sacramento, se ainda não leu, é recomendável. Hoje veremos um pouco o Batismo. 
Jesus permitiu que João Batista o batizasse e assim iniciou sua missão. O batismo é a porta de entrada na Igreja, necessário para a salvação, pelo menos em desejo, e, também, para receber validamente os outros sacramentos, sendo assim para ter a vida de graça em nós.
A graça batismal é uma realidade rica que produz o nascimento para a Vida Nova em Cristo, pelo qual o homem se torna filho adotivo do Pai, membro de Cristo, herdeiro do Reino de Deus, templo do Espírito Santo, incorpora o batizado à Igreja e redime do pecado original e de todos os pecados pessoais.
Origem e fundamento: "Em verdade vos digo, disse Jesus a Nicodemos, quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3, 5). "Ide, ensinai todas as gentes, disse Jesus a seus discípulos, batizando-as, em nome do Padre, e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). "O que crer e for batizado, será salvo", promete o Salvador (Mc 16, 61). "Recebe o batismo e lava os teus pecados", disse Ananias a Saulo (At 22, 16). Os Apóstolos administravam o batismo a todos os que desejavam alistar-se na religião nova. Três mil pessoas receberam o batismo das mãos de S. Pedro, no dia de pentecostes (At 2, 38-41).
Matéria: água.  Fórmula: Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ministro: ordinariamente é o sacerdote ou diácono, mas o ministro do batismo em condições extraordinárias, por exemplo, risco de morte, qualquer um pode ser o ministro desde que cumpra três requisitos: intenção de fazer o que a Igreja faz, ou seja, tornar a pessoa filho de Deus, em segundo lugar usar a matéria correspondente e em terceiro usar a fórmula correspondente sem omitir nenhuma parte. 
Quem pode receber o batismo? É muito fácil, qualquer não batizado. Crianças com até 7 anos de idade não precisam de preparação, mas crianças maiores, adolescentes e adultos devem ser inseridos na comunidade para que aprendam a importância dos sacramentos e vivenciem Deus em seu coração e em sua vida.
Agora nos perguntamos: Por que batizar as crianças? Podemos fazer a seguinte comparação com uma criança quando nasce e está doente, mas existe a cura,  o médico fala com o pai e este responde: esperarei para que o meu filho cresça e  decida por si só se quer receber a cura, ser operado ou não, que pai é esse!!!. Então, o mesmo nos passa.  Nós estamos manchados pelo pecado original, e quando nascemos Deus já nos deixou a cura e a maneira de fazer-nos filhos Dele, mais podemos agir como o pai daqui de cima.
Agora vejamos na Bíblia:  A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31033), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).
A expressão "casa" ("domus", em latim; "oikos", em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).
Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).
Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)
Na "Nova e Eterna Aliança", o batismo substitui a circuncisão da "Antiga Aliança", como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.
Pais e Padrinhos:
Os pais têm obrigação de cuidar que as crianças sejam batizadas logo nas primeiras semanas de vida. Toda comunidade deve oferecer uma oportunidade aos pais de preparação para o batismo de seus filhos, levando-se em conta a necessidade e as condições dos mesmos.
A preparação deve ser entendida como um conjunto de iniciativas que promovam pais, padrinhos e batizandos adultos, não só com doutrinação, mas também com a inserção na vida comunitária.
A Igreja diz que por ser o batismo um sacramento que incorpora o batizando à comunidade, o ideal é que tanto a preparação quanto a celebração sejam feitos na comunidade onde os pais ou batizandos adultos moram ou freqüentam habitualmente.
A comunidade, e todos aqueles envolvidos no trabalho de evangelização, tem como função tornar os encontros e os aprendizados participativos, e fraternos e atualizados, que levam os participantes a uma comunhão pessoal com Jesus. É importante usar a sensibilidade e adequar o conteúdo aos participantes. Antes de qualquer coisa, é preciso que a comunidade mostre através de gestos concretos a ação de Deus e de vivenciar em sua própria vida e na comunidade esse amor.
A importância dos padrinhos:
Padrinho significa paizinho, ou seja, como um segundo pai, por tanto ele tem a responsabilidade de educar na fé e cobrar dos pais, logicamente isso não é fácil.
Então ser padrinho, não é só dar presente, se reunir para o churrasco e ligar no aniversário.
Os padrinhos têm como papel levar o afilhado à luz, encaminhá-lo na estrada de Jesus e mostrá-lo o valor da fé, do amor e da caridade. Comumente é convidado um casal, mas é possível que seja somente um padrinho ou uma madrinha.
O padrinho que aceitar a tarefa de encaminhar religiosamente o afilhado deve ter para si sua importância neste trabalho e deve fazê-lo de livre escolha.
A Igreja pede que o padrinho escolhido tenha completado 16 anos de idade, seja católico, crismado, já tenha feito a primeira comunhão, participe da comunidade e não seja pai ou mãe do batizando.
Temos uma grande responsabilidade, e de que Deus cobrará isso de nós. Pois, da educação e encaminhamento dessas crianças depende o futuro de toda a próxima geração crista. Depois não nos lamentemos dizendo, ah! Como são os jovens de hoje em dia, não vão a Igreja, estão no mal caminho, isso dependerá em grande parte se eu e você fizermos bem o nosso papel de educar nossas crianças, seja como pais, padrinhos, ou católicos convencidos, catolicamente no berço da Igreja.
 Eduardo Henrique da Costa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Moral autônoma?

          Queridos leitores do outro lado da tela. Em um determinado momento me deparei com um autor e uma afirmação sua e nestas linhas vamos justamente ver e tentar completar a afirmação do trecho do texto “O Valor da História” de Agnes Heller, dado que nos diz ser a atividade moral não autônoma porque esta é uma relação entre atividades humanas, mas isso é verdade?, ou mehor, toda a verdade?, creio que podemos ir um pouco mais além.


            O homem é um ser social por natureza. Está intrinsecamente ligado ao homem o fato de ser social, em outras palavras o homem é um ser social senão não é ser humano . O ser humano não vive só, desde o princípio se organiza em sociedade. Desde as primitivas tribos, até as grandes cidades, o ser humano trabalha, passeia, se diverte, tudo isso e outras coisas mais ele faz acompanhado de outros. O homem é um ser sociável, por isso forma família, tem amigos. E nos momentos de maior silêncio, ele busca a si mesmo e também abre-se para a divindade.

            Mas voltando a sociedade, quando o autor afirma que “não há atividade moral autônoma; a moral é uma relação entre as atividades humanas”, só pode afirmar isso partindo deste ponto, a relação entre seres humanos, a organização humana em sociedades e só dentro de uma sociedade em vista destas relações entra a moral para ele.


            Quando o autor diz que é uma relação entre atividades também podemos ver aí a presença do agir, atividades, são ações, então a moral vai ligada ao agir e ao agir em relação a outro, ou outra ação, assim que um ato moral é uma eleição, ou seja tem inteligência e é também agir, ou seja vontade.

            Mas explicar a não autonomia das atividades morais só por esse motivo não é tudo porque seria muito pouco explicar essa não autonomia só pelo caráter sociológico (na sociedade-interpessoal) da atividade moral. A moral é muita mais que isso. Ainda que na formação da personalidade de uma pessoa a parte social é uma das mais importantes.

            A atividade moral não é autônoma justamente porque existe uma verdade objetiva independente da atividade e do sujeito, senão a moral ia ser uma mera conveniência. Uma coisa é boa ou má, ou uma ação é boa ou má sem depender da atividade, e da pessoa, por exemplo, matar alguém é uma má ação, e salvar uma vida sempre será uma boa ação, a droga viciosa é má, e não depende da pessoa que a usa, ao contrário da cerveja que em si é boa, mas pode ser má e causar problemas dependendo do sujeito que a tome, pois se uma pessoa toma doze latinhas e depois se vai dirigir e mata alguém não é que a cerveja em si seja má, mas o sujeito não soube usá-la dentro dos limites.
Partindo do último exemplo podemos ver uma certa autonomia da atividade moral porque se pode dizer que ela á autônoma enquanto cada um é responsável do que faz , em minhas relações humanas sou responsável do meus atos e se poderia dizer que é uma certa autonomia, em minhas relações interpessoais vou fazendo-me mau ou bom.

           Por outro lado não depende a moral só de atividades interpessoais entre seres humanos, a ação moral, ou atividade moral não é só externa, existe também a atividade interna. O que uma pessoa faz está ou não de acordo com o que ela é, filha de Deus, ser humano, isso dá dignidade a uma pessoa, as atividades morais tem que estar de acordo com o que é a pessoa, eu sendo ser humano não posso agir como um animal irracional, pois não sou.

            A relação interpessoal nas atividades morais são importantíssimas, mas tem também a relação com Deus e consigo mesmo, a autoconsciência, porque na realidade antes de interagir com os demais, tem a minha relação com Deus e minha relação comigo mesmo e isso afetará e muito em minha maneira de agir com os outros ao meu redor, porque se as duas relações anteriores não estão bem com as outras pessoas tampouco irei bem.

            Vemos que realmente a atividade moral não é autônoma, e não é só pelo fato de ser uma relação de atividades humanas, é mais.

Visto isso podemos ver rapidamente quais são as fontes da moralidade.  Estas são três: o objeto (fim da ação), a intenção (o fim do agente) e as circunstancias (levando em consideração e ocupando um lugar especial as conseqüências).

            Saber e conhecer estas fontes é de muita importância para o estudo da moral. Julgar um ato moral é algo complexo e deve ser visto cada fonte vista em cima. Porque por exemplo, matar alguém é sempre mau, mas se essa pessoa é doente mental, ou, foi em legítima defesa? São situações que minimizam o ato, mas o ato continua sendo mau.

            A intenção e as circunstâncias são muito importantes e questionáveis, mas devemos levar em consideração que como já foi dito temos atos que em si mesmos e sempre são moralmente maus e ilícitos , mas isso se dá por causa do objeto, que em si mesmo tem um fim como mau.

            Vemos então um pouco da moral e como falamos das fontes falamos do objeto, e como havia escrito em cima o objeto se refere ao fim da obra e não ao fim do agente (intenção). Por tanto, podemos chegar a conclusão que tanto a moral como a ética, como já foi dito pelos primeiros filósofos, especialmente Aristóteles, estão ligados ao fim, e existem fins que não são fim em si mesmo e outros que são em si mesmo. Moral é mais que a relação de atividades humanas, é relacionada a um fim, toda ação tem um fim.

            E não se pode dizer que os meios justificam os fins, portanto é errado em nome de um bem maior ou para evitar um mau maior, aceitar um mau menor.

            Vemos que a moral é muito importante tanto na vida social como na vida do indivíduo, porque um individuo sem moral não é nada, é sem lei, sem escrúpulos e sem responsabilidade, uma pessoa moral é ética é ao contrario e faz a diferença!

            A moral é muito importante na formação do indivíduo e não pode de maneira alguma deixar de ser importante na administração. A moral não é uma coisa que nos corta as asas, mas nos ajuda a viver melhor, embora as vezes é difícil decidir pela ética devemos aprendê-lo.

            O homem  no decorrer da História sempre buscou a liberdade e exigiu seus direitos estabelecendo normas e regras a medida que a sociedade se tornou mais complexa. É importante ter valores e desta forma aprofundar o nosso conhecimento e passar a ter consciência plena e responsabilidade sobre os nossos atos.