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By Ferramentas Blog

Bem-Vindo



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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Questão de atitude


Nossa vida é feita de atitudes e decisões. Momentos são ocasiões para tomar decisões, para agir. Como já disse o axioma físico, “toda ação tem uma reação”. Eu diria, toda situação tem uma decisão. A nossa vida é feita de atitudes.

Como age um cristão em distintas circunstâncias que se lhe apresenta em sua vida?!
A resposta correta e principal é que esse modelo e exemplo da vida cristã podem se encontrar nos Evangelhos, em Cristo mesmo – Caminho, Verdade e Vida - e depois nas cartas dos apóstolos. Mas Jesus Cristo já era anunciado e prefigurado no Antigo Testamento como comprovamos ao ler no Novo Testamento “para que se cumprissem as Escrituras” ou “como diziam as Escrituras”. Sendo assim podemos buscar também no Antigo Testamento “prefigurações” de atitudes que um cristão deve ou não ter.

Veremos dentre tantos exemplos disso três: Noé, Moisés e Abraão.

Toda a história da Salvação desde a criação é uma história de amor. História de aproximação e fidelidade de Deus ao homem e de muitos afastamentos e infidelidades do homem para com Deus.

Como lemos Deus resolveu mandar um dilúvio na Terra, pois os homens já se haviam esquecido totalmente Dele. Pediu a Noé que construísse uma Arca. Estes se pôs a fazê-la. Imagine-se! Com um sol “tremendo” Noé fazendo uma arca porque Deus lhe disse que mandaria uma chuva que inundaria tudo.

As pessoas deviam pensar que estava louco, pirado, demente... Mas ele seguiu tranqüilo por saber-se cumpridor da vontade de Deus. Assim deve ser um cristão. Age de cara a Deus e não se envergonha do que é. Se crêem que está louco por amar o inimigo, perdoar, ser humilde, deixar tudo e segui-Lo, não se preocupe, este é o caminho.

O povo ainda assim, não se converte e com o passar dos anos adoram outros deuses. São exilados no Egito. E então Moisés é enviado para liberar aquele povo elegido.

Quando ia sair do Egito, tendo o mar à frente e o exército do faraó atrás o povo se queixa dizendo a Moisés se foram guiados para morrer aí. Não contarei aqui toda a história, creio que já conhecem senão leia-se na Bíblia. O fato é que o mar se abriu e o povo passou. E depois de cruzar o mar, a pé enxuto, todos se alegraram. Passado o tempo reclamam que não havia água e Deus a envia. Mas em frente que se acaba a comida, e Deus envia o maná. Então passado o tempo o povo se cansa e reclama a falta de “variedade no cardápio”. Moisés ao contrário se mantém fiel. Confia.

Um cristão não é tristão. Não vive por aí triste a reclamar da vida e sem mover os braços. Ele vê tudo com outros olhos. Se o padre fala muito, o salário não melhora, essa semana que não termina e outra semana que passou demasiado rápido. De repente a vida se torna pesada, chata. Nada, nada alegra quem vive assim. Deus tem seu tempo, e há tempo para tudo. Em tudo dai graças e mantenha a fidelidade. Confia em Deus. Ele não defrauda.

Por último Abraão, nosso pai na fé. Deus lhe promete uma descendência tão numerosa que não poderá ser contada, será mais que as estrelas do céu e mais que os grãos de areia da praia. Mas ele só tem um filho e em sua velhice. E todas as promessas? Bendito seja Deus, Ele sabe como agir. Como se não bastasse Deus pede em sacrifício seu único filho, imagine o coração desse pai, que ao chegar ao lugar do sacrifício, o filho lhe disse ver tudo preparado menos a vítima, o cordeiro. Responde com fé, Deus providenciará.

Que fé! Essa é a fé do cristão que confia. Diante dos pedidos de Deus, responde com fé, sabe que sendo fiel Deus não lhe falhará. Tem uma fé que vê mais além que os demais. Vê a mão Divina agindo.
Distintas situações.

Distintas respostas e decisões. Estes três exemplos são para pensar e comparar com a vida de cada um. Qual minha atitude?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Nascidos para voar

Um caçador encontrou um ninho de águia, na ausência da águia mãe que busca comida, este furtou um ovo e levou-o para a sua fazenda e o pôs no galinheiro para que alguma galinha o chocasse.

Crescendo como galinha a águia sem perceber a sua diferença, ciscava, bicava o chão, cacarejava e até batia as asas e “voava” a uma pequena altura e poucos metros, como fazem tipicamente as galinhas.

O tempo passou, a “galinha” agora já velha e certa tarde viu uma ave grande a qual quase na movia as asas para sustentar-se no ar, e voava muito alto. Impressionada a “galinha” pergunta a outra qual nome de tão maravilhosa e imponente ave, obtendo como resposta: - é uma águia, a rainha das alturas! Mas não se preocupe, não pense muito nela, pois nós somos galinhas.

E assim passou o resto dos seus dias aquela águia ser saber qual o seu verdadeiro destino.
O ser humano também nasceu para voar alto. Ele é o auge de toda criação. Mas quanta galinha ciscando por aí!

Quanto cristão, católico, reclamando da vida, ciscando, pensando pequeno, remoendo coisas no seu interior, e não abrem os olhos para ver realmente aquilo que são.

Deus criou o ser humano a sua imagem e semelhança, nenhuma criatura teve tal privilégio, tamanha honra.
Seu corpo é um milagre divino, quantos bilhões de células, todo o complexo sistema nervoso e sanguíneo, cada órgão, e o fenômeno da inteligência e com ela a liberdade que não existe em nenhum outro animal no universo!

Criou-o para sua amizade, para estar com Deus. Ainda que este pecasse, não o abandonou a sua sorte, mas enviou o seu próprio Filho para encarnar-se, ser crucificado e redimir-nos, a você e a mim.

Disse um sábio que se Deus não nós sustentasse na existência morreríamos, sendo assim, pensa a cada momento em cada um com seu infinito amor, bondade e poder. Deus pensa cada minuto, segundo, milésimo de segundo em você!

Saber-se amado de tal maneira é um bálsamo e uma fortaleza. Nunca se está sozinho, ainda que pareça. E isso faz com que se possa seguir adiante, não prender-nos em nossas dificuldades e defeitos sejam quais sejam, mas sim aprender deles. Isso me faz cada dia, sentir vontade de viver, e buscar fazer da melhor maneira possível tudo que faço, ainda que tudo seja quase nada.

Ninguém dá o que não tem. Por isso não se ama se não se é amado. Pensar e saber que Deus me ama, ontem, hoje e sempre, do jeito que sou, me faz amar meus irmãos do jeito que são, superando todas as limitações que se me imponham. Assim meu ideal não é mesquinho, pequeno, não é galinha que cisca, mas é amar como Deus me ama. Sem limitações. Águia que voa.

Não tenha medo. Somos águias, devemos voar. Por vezes o vôo se alçará facilmente. Por outras os ventos serão fortes, então bateremos as asas mais fortes ainda. E seguiremos buscando as coisas do Alto, em meio às coisas da Terra. Sem nunca perder de vista o horizonte, ainda que esteja escondido por uma nuvem espessa. Voaremos rumo ao Pai com a certeza de que nos espera de braços abertos para sermos felizes eternamente com Ele, alcançando assim nosso verdadeiro destino.

Eduardo Henrique da Costa.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Por que batizar as crianças?


Estimado leitor do outro lado da tela. Ainda que esta parte vem no artigo Batismo, pareceu-me importante publicá-la a parte, com algum retoque.


Primeiro uma comparação: uma criança nasce e está doente, mas existe a cura,  o médico fala com o pai e este, suposto defensor da “liberdade” responde: esperarei para que o meu filho cresça e  decida por si só se quer receber a cura, ser operado ou não. Que pai é esse!!! Negando a cura a seu próprio filho. Então, o mesmo nos passa.  Nós estamos manchados pelo pecado original, e quando nascemos Deus já nos deixou a cura e a maneira de fazer-nos filhos Dele, mais podemos agir como o pai daqui de cima, que cresça e decida onde batizar, ou se quer batizar-se.Por que então privar uma criança de tamanha graça!


Agora vejamos na Bíblia:  A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).

A expressão "casa" ("domus", em latim; "oikía", em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).

Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).

Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)

Por último na Nova e Eterna Aliança, o batismo substitui a circuncisão da Antiga Aliança, como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.

Eduardo Henrique da Costa.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Batismo


Estimado leitor do outro lado da tela, vimos anteriormente uma introdução sobre o que era um sacramento, se ainda não leu, é recomendável. Hoje veremos um pouco o Batismo. 
Jesus permitiu que João Batista o batizasse e assim iniciou sua missão. O batismo é a porta de entrada na Igreja, necessário para a salvação, pelo menos em desejo, e, também, para receber validamente os outros sacramentos, sendo assim para ter a vida de graça em nós.
A graça batismal é uma realidade rica que produz o nascimento para a Vida Nova em Cristo, pelo qual o homem se torna filho adotivo do Pai, membro de Cristo, herdeiro do Reino de Deus, templo do Espírito Santo, incorpora o batizado à Igreja e redime do pecado original e de todos os pecados pessoais.
Origem e fundamento: "Em verdade vos digo, disse Jesus a Nicodemos, quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus" (Jo 3, 5). "Ide, ensinai todas as gentes, disse Jesus a seus discípulos, batizando-as, em nome do Padre, e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19). "O que crer e for batizado, será salvo", promete o Salvador (Mc 16, 61). "Recebe o batismo e lava os teus pecados", disse Ananias a Saulo (At 22, 16). Os Apóstolos administravam o batismo a todos os que desejavam alistar-se na religião nova. Três mil pessoas receberam o batismo das mãos de S. Pedro, no dia de pentecostes (At 2, 38-41).
Matéria: água.  Fórmula: Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ministro: ordinariamente é o sacerdote ou diácono, mas o ministro do batismo em condições extraordinárias, por exemplo, risco de morte, qualquer um pode ser o ministro desde que cumpra três requisitos: intenção de fazer o que a Igreja faz, ou seja, tornar a pessoa filho de Deus, em segundo lugar usar a matéria correspondente e em terceiro usar a fórmula correspondente sem omitir nenhuma parte. 
Quem pode receber o batismo? É muito fácil, qualquer não batizado. Crianças com até 7 anos de idade não precisam de preparação, mas crianças maiores, adolescentes e adultos devem ser inseridos na comunidade para que aprendam a importância dos sacramentos e vivenciem Deus em seu coração e em sua vida.
Agora nos perguntamos: Por que batizar as crianças? Podemos fazer a seguinte comparação com uma criança quando nasce e está doente, mas existe a cura,  o médico fala com o pai e este responde: esperarei para que o meu filho cresça e  decida por si só se quer receber a cura, ser operado ou não, que pai é esse!!!. Então, o mesmo nos passa.  Nós estamos manchados pelo pecado original, e quando nascemos Deus já nos deixou a cura e a maneira de fazer-nos filhos Dele, mais podemos agir como o pai daqui de cima.
Agora vejamos na Bíblia:  A Sagrada Escritura menciona vários personagens pagãos que professaram a fé cristã e se fizeram batizar "com toda a sua casa". Assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s.24.44.47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos (At 16, 31033), Crispo de Corinto (At 18, 8), a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).
A expressão "casa" ("domus", em latim; "oikos", em grego) tinha sentido amplo e enfático na Antigüidade: designava o chefe de família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças (que geralmente não faltavam).
Desde o início da Igreja, os apóstolos batizavam os recém-nascidos. Assim se expressa Orígenes (185 - 255): "A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição de dar batismo também aos recém-nascidos". (Epist. ad Rom. Livro 5, 9). E S. Cipriano, em 258, escreve: "Do batismo e da graça não devemos afastar as crianças". (Carta a Fido).
Santo Irineu, que viveu entre 140 a 204, afirma: "Jesus veio salvar a todos os que através dele nasceram de novo de Deus: os recém-nascidos, os meninos, os jovens e os velhos". (Adv. Haer. livro 2)
Na "Nova e Eterna Aliança", o batismo substitui a circuncisão da "Antiga Aliança", como rito de entrada para o povo escolhido de Deus. Ora, se o próprio Deus ordenou a Abraão circuncidar os meninos já no 8º dia depois do nascimento, sem exigir deles uma fé adulta e livre escolha, então não seria lógico recusar o batismo às crianças dos pais cristãos, por causa de tais exigências.
Pais e Padrinhos:
Os pais têm obrigação de cuidar que as crianças sejam batizadas logo nas primeiras semanas de vida. Toda comunidade deve oferecer uma oportunidade aos pais de preparação para o batismo de seus filhos, levando-se em conta a necessidade e as condições dos mesmos.
A preparação deve ser entendida como um conjunto de iniciativas que promovam pais, padrinhos e batizandos adultos, não só com doutrinação, mas também com a inserção na vida comunitária.
A Igreja diz que por ser o batismo um sacramento que incorpora o batizando à comunidade, o ideal é que tanto a preparação quanto a celebração sejam feitos na comunidade onde os pais ou batizandos adultos moram ou freqüentam habitualmente.
A comunidade, e todos aqueles envolvidos no trabalho de evangelização, tem como função tornar os encontros e os aprendizados participativos, e fraternos e atualizados, que levam os participantes a uma comunhão pessoal com Jesus. É importante usar a sensibilidade e adequar o conteúdo aos participantes. Antes de qualquer coisa, é preciso que a comunidade mostre através de gestos concretos a ação de Deus e de vivenciar em sua própria vida e na comunidade esse amor.
A importância dos padrinhos:
Padrinho significa paizinho, ou seja, como um segundo pai, por tanto ele tem a responsabilidade de educar na fé e cobrar dos pais, logicamente isso não é fácil.
Então ser padrinho, não é só dar presente, se reunir para o churrasco e ligar no aniversário.
Os padrinhos têm como papel levar o afilhado à luz, encaminhá-lo na estrada de Jesus e mostrá-lo o valor da fé, do amor e da caridade. Comumente é convidado um casal, mas é possível que seja somente um padrinho ou uma madrinha.
O padrinho que aceitar a tarefa de encaminhar religiosamente o afilhado deve ter para si sua importância neste trabalho e deve fazê-lo de livre escolha.
A Igreja pede que o padrinho escolhido tenha completado 16 anos de idade, seja católico, crismado, já tenha feito a primeira comunhão, participe da comunidade e não seja pai ou mãe do batizando.
Temos uma grande responsabilidade, e de que Deus cobrará isso de nós. Pois, da educação e encaminhamento dessas crianças depende o futuro de toda a próxima geração crista. Depois não nos lamentemos dizendo, ah! Como são os jovens de hoje em dia, não vão a Igreja, estão no mal caminho, isso dependerá em grande parte se eu e você fizermos bem o nosso papel de educar nossas crianças, seja como pais, padrinhos, ou católicos convencidos, catolicamente no berço da Igreja.
 Eduardo Henrique da Costa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Moral autônoma?

          Queridos leitores do outro lado da tela. Em um determinado momento me deparei com um autor e uma afirmação sua e nestas linhas vamos justamente ver e tentar completar a afirmação do trecho do texto “O Valor da História” de Agnes Heller, dado que nos diz ser a atividade moral não autônoma porque esta é uma relação entre atividades humanas, mas isso é verdade?, ou mehor, toda a verdade?, creio que podemos ir um pouco mais além.


            O homem é um ser social por natureza. Está intrinsecamente ligado ao homem o fato de ser social, em outras palavras o homem é um ser social senão não é ser humano . O ser humano não vive só, desde o princípio se organiza em sociedade. Desde as primitivas tribos, até as grandes cidades, o ser humano trabalha, passeia, se diverte, tudo isso e outras coisas mais ele faz acompanhado de outros. O homem é um ser sociável, por isso forma família, tem amigos. E nos momentos de maior silêncio, ele busca a si mesmo e também abre-se para a divindade.

            Mas voltando a sociedade, quando o autor afirma que “não há atividade moral autônoma; a moral é uma relação entre as atividades humanas”, só pode afirmar isso partindo deste ponto, a relação entre seres humanos, a organização humana em sociedades e só dentro de uma sociedade em vista destas relações entra a moral para ele.


            Quando o autor diz que é uma relação entre atividades também podemos ver aí a presença do agir, atividades, são ações, então a moral vai ligada ao agir e ao agir em relação a outro, ou outra ação, assim que um ato moral é uma eleição, ou seja tem inteligência e é também agir, ou seja vontade.

            Mas explicar a não autonomia das atividades morais só por esse motivo não é tudo porque seria muito pouco explicar essa não autonomia só pelo caráter sociológico (na sociedade-interpessoal) da atividade moral. A moral é muita mais que isso. Ainda que na formação da personalidade de uma pessoa a parte social é uma das mais importantes.

            A atividade moral não é autônoma justamente porque existe uma verdade objetiva independente da atividade e do sujeito, senão a moral ia ser uma mera conveniência. Uma coisa é boa ou má, ou uma ação é boa ou má sem depender da atividade, e da pessoa, por exemplo, matar alguém é uma má ação, e salvar uma vida sempre será uma boa ação, a droga viciosa é má, e não depende da pessoa que a usa, ao contrário da cerveja que em si é boa, mas pode ser má e causar problemas dependendo do sujeito que a tome, pois se uma pessoa toma doze latinhas e depois se vai dirigir e mata alguém não é que a cerveja em si seja má, mas o sujeito não soube usá-la dentro dos limites.
Partindo do último exemplo podemos ver uma certa autonomia da atividade moral porque se pode dizer que ela á autônoma enquanto cada um é responsável do que faz , em minhas relações humanas sou responsável do meus atos e se poderia dizer que é uma certa autonomia, em minhas relações interpessoais vou fazendo-me mau ou bom.

           Por outro lado não depende a moral só de atividades interpessoais entre seres humanos, a ação moral, ou atividade moral não é só externa, existe também a atividade interna. O que uma pessoa faz está ou não de acordo com o que ela é, filha de Deus, ser humano, isso dá dignidade a uma pessoa, as atividades morais tem que estar de acordo com o que é a pessoa, eu sendo ser humano não posso agir como um animal irracional, pois não sou.

            A relação interpessoal nas atividades morais são importantíssimas, mas tem também a relação com Deus e consigo mesmo, a autoconsciência, porque na realidade antes de interagir com os demais, tem a minha relação com Deus e minha relação comigo mesmo e isso afetará e muito em minha maneira de agir com os outros ao meu redor, porque se as duas relações anteriores não estão bem com as outras pessoas tampouco irei bem.

            Vemos que realmente a atividade moral não é autônoma, e não é só pelo fato de ser uma relação de atividades humanas, é mais.

Visto isso podemos ver rapidamente quais são as fontes da moralidade.  Estas são três: o objeto (fim da ação), a intenção (o fim do agente) e as circunstancias (levando em consideração e ocupando um lugar especial as conseqüências).

            Saber e conhecer estas fontes é de muita importância para o estudo da moral. Julgar um ato moral é algo complexo e deve ser visto cada fonte vista em cima. Porque por exemplo, matar alguém é sempre mau, mas se essa pessoa é doente mental, ou, foi em legítima defesa? São situações que minimizam o ato, mas o ato continua sendo mau.

            A intenção e as circunstâncias são muito importantes e questionáveis, mas devemos levar em consideração que como já foi dito temos atos que em si mesmos e sempre são moralmente maus e ilícitos , mas isso se dá por causa do objeto, que em si mesmo tem um fim como mau.

            Vemos então um pouco da moral e como falamos das fontes falamos do objeto, e como havia escrito em cima o objeto se refere ao fim da obra e não ao fim do agente (intenção). Por tanto, podemos chegar a conclusão que tanto a moral como a ética, como já foi dito pelos primeiros filósofos, especialmente Aristóteles, estão ligados ao fim, e existem fins que não são fim em si mesmo e outros que são em si mesmo. Moral é mais que a relação de atividades humanas, é relacionada a um fim, toda ação tem um fim.

            E não se pode dizer que os meios justificam os fins, portanto é errado em nome de um bem maior ou para evitar um mau maior, aceitar um mau menor.

            Vemos que a moral é muito importante tanto na vida social como na vida do indivíduo, porque um individuo sem moral não é nada, é sem lei, sem escrúpulos e sem responsabilidade, uma pessoa moral é ética é ao contrario e faz a diferença!

            A moral é muito importante na formação do indivíduo e não pode de maneira alguma deixar de ser importante na administração. A moral não é uma coisa que nos corta as asas, mas nos ajuda a viver melhor, embora as vezes é difícil decidir pela ética devemos aprendê-lo.

            O homem  no decorrer da História sempre buscou a liberdade e exigiu seus direitos estabelecendo normas e regras a medida que a sociedade se tornou mais complexa. É importante ter valores e desta forma aprofundar o nosso conhecimento e passar a ter consciência plena e responsabilidade sobre os nossos atos.