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By Ferramentas Blog

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Obrigado Santo Padre!

Nunca houve na história da Igreja uma carta dirigida expressamente aos seminaristas, de fato, não é de surpreender que alguns sacerdotes se “assustaram” ao saber, uma carta aos seminaristas? Certeza? , porque até então nunca havia tido nenhuma.
O Papa Bento XVI escreveu uma carta, que salvo todas as teorias que escutei, que se seria uma carta que era para enviar no fim do Ano Sacerdotal e não foi enviado e ficou para depois dentre outras, o importante é que escreveu, nos escreveu a todos seminaristas.
Uma carta pessoal no seu modo de escrever, abrindo com um fato pessoal de sua própria vida, sincero, simples, direto, uma carta como ele mesmo diz para mostrar-nos “quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração”.
É uma carta, mas é um verdadeiro vade mecum, dá diretrizes bem concretas de que um seminarista deve preocupar-se na formação, anima, defende o valor do sacerdócio, nos diz vale a pena.
Tem o seguinte desenvolvimento segundo seus sete pontos e aqui faço um resumo com as palavras do próprio Papa:
1.      Trata da vida de oração, sua importância primordial na vida sacerdotal:
No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si.
2.      Eucaristia, centro de nossa relação com Deus e união com todos os fiéis:
O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas... Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.
3.      Sacramento da penitência, que nos leva a humildade, a perdoar os demais e é contra o embrutecimento da alma:
Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade... deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.
4.      A piedade popular que deve não deve ser excluída e sim purificada e entendida:
A piedade popular é um grande património da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus».
5.      O estudo, assinalando principais matérias, a importância de não ter o juízo prévio diante do ensinamento se serve ou não pastoralmente, animando a estudar com ânimo e amar a Teologia:
A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma... Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis... Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos... Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja.
6.      A maturação humana, chamando atenção a integridade humana do futuro sacerdote, fala sobre a sexualidade, sua verdadeira dimensão e diante dos abusos de parte de alguns se surge a pergunta se vale a pena ser sacerdote, existem muitos exemplos bons responde,  e explica o sentido do celibato sacerdotal:
Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro»... A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva... o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura.
7.      A convivência, fraternidade dado que vimos de diversas realidades e comunidades:
O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.
Convido-lhes que leiam na íntegra toda esta preciosa carta e meditá-la.
Muito obrigado mais uma vez Santo Padre.
EHC

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