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By Ferramentas Blog

Bem-Vindo



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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Não estou só!


Constantemente nos dias atuais o ser humano está reclamando a soberania de sua vida. Seja de forma indireta ou direta, se crê que somente a própria pessoa é a única protagonista, por isso decide o que quer, faz o que melhor lhe parece, em busca da felicidade. Mesmo sendo em muitas das vezes uma idéia não totalmente clara a que se tem de felicidade, associando-a com não sofrimento, alegria passageira, ter algo desejado. Esses elementos são parte ínfima, não a felicidade em sua totalidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dizer muito sem palavra alguma! Crônica de 18 dias inesquecíveis no Centro João Paulo II


Estimado leitor do outro lado da tela.


É uma alegria reencontrar-lhe aqui depois de alguns meses de férias, cheios de atividades.
Uma delas foi a oportunidade de ter sido voluntário no Centro de apoio a deficientes João Paulo II em Fátima – Portugal.

No dia 2 de julho, parti, rumo a essa experiência nova para mim e outros 16 companheiros do Colégio Internacional Bidasoa. Passar 18 dias como voluntário no supracitado Centro.

Depois de quase 10 largas horas de viagem desde Pamplona (Espanha) a Fátima. Cansados todos, já que não era exatamente grande a comodidade dos furgões, e um pouco mais para o que era o motorista de um deles. Chegamos. Acomodar-se, jantar e dormir.

Ansioso pensava no outro dia. Como seria tudo? Como ajudaria? O que tinha que fazer? Sairia tudo bem?

Amanheceu. 6: 45 a.m levantar, 7:30 todos na capela, rezamos. Café da manhã. Encontro com a responsável do voluntariado: Maria de Jesus. Depois um primeiro contato com as “casinhas”, ou seja, os módulos onde ficavam sob cuidado um grupo de internos, mãos a obra.

101 esse era o número do meu módulo. Ao contrário dos demais que ficam em duplas ajudando as senhoras, estive só. Aí! Sozinho, sem outro companheiro para ajudar pensava...Fui recebido realmente como numa família. Ali, se faziam as camas dos utentes, passeava -os, levava a roupa para a lavanderia, o lixo para seu devido lugar, dava comida, lavava a louças do café, do almoço e do jantar. Limpava, secava, cantava, animava, arrumava, ajudava na cozinha grande ou na lavanderia quando estava na lista, e por ser o único de língua portuguesa do grupo e “ser tímido” ia passando pelos outros módulos. Sobretudo estava com os utentes e com as senhoras as quais me tratavam como filho.

Mas o que realmente importava é que no fim de cada dia, bastante cansado às vezes, ia dormir muito feliz! Era estranho no bom sentido, não se pode explicar. Era mais que a felicidade de ter ajudado. Era a felicidade de ter recebido mais do que havia dado, por ter aprendido. Felicidade pelo simples fato de encontrar – se ali, e isso enchia.
Antes da nossa ida, pensei que ia dar algo de mim, do meu tempo... Assim foi. Mas, sobretudo ganhei amor e carinho ali.

Fazia o que tinha que fazer, mas para os utentes era muito mais.  Agradeciam com palavras (os que podiam), outros com um abraço, outros com sorrisos, outros com um leve movimento facial ou mexendo o dedo, com um fechar de olhos... Quanta emoção!

Meu Deus! Quão pouco agradecido sou! Que exigente às vezes com a vida e com tudo que recebi! Ensinaram-me lições de vida que não serão esquecidas. Disseram-me muitíssimo sem dizer uma só palavra. Os atos falam mais alto. A vida é eloquente por si só.

Lembro-me de um amigo falar na existência de um antes e depois de Fátima. Hoje posso dizer que realmente é assim.

Chegou o dia 19 de julho. Hora de voltar. Com o coração na mão, e imensamente agradecido parti. Eram às 10 da manhã. Fomos despedir-nos da Virgem de Fátima no Santuário e iniciamos a longa viagem de regresso.

Passaram-se mais de 2 meses. Mas o tempo não importa. A memória supera o tempo e o espaço. E nos faz estar sem estar, ver sem ver, em definitiva faz possível continuar a amar.

Muitissímo obrigado!!!!

Eduardo Henrique da Costa.

MAIS E MAIS...


segunda-feira, 2 de abril de 2012

PARA UMA BOA CONFISSÃO



Bem, caro leitor do outro lado da tela, no artigo anterior se refletia sobre alguns aspectos da confissão. Não obstante é necessário preparar – se bem para cada confissão. E o que é indispensável para fazer uma boa confissão? Aqui estão 5 pontos clássicos e muito fáceis de lembrar.

- exame de consciência – ver a luz da fé aqueles atos, pensamentos, omissões nos quais ofendemos a Deus, ao próximo e a minha dignidade de ser humano.

- ter arrependimento dos pecados.

- propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam: não confessar pensado em depois fazer de novo ou não esforçar - se e se cair de novo me confesso. É importante ao menos o propósito de não querer ofender de novo a Deus.

- confessar-se sem omitir nada, com sinceridade e visão sobrenatural.

- cumprir a penitência estabelecida pelo confessor

Eduardo Henrique da Costa

SEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS

É impressionante a narração do Evangelho na qual Jesus está em uma casa de Cafarnaúm. Quatro amigos baixam a um paralítico através de cordas, em meio das pessoas ali reunidas, tamanha era a aglomeração.
Sempre, ao menos eu, imaginava o paralítico ali parado sendo levado, mas bem como uma parte passiva. Mas outro dia um sacerdote, convidava a perceber a figura desse paralítico como ativa, ele quer estar ali, tem coragem, não se envergonha das pessoas. Seus amigos estão lá em cima do telhado, mas é ele lá embaixo que se ele se encontra com o Senhor. E Jesus lhe diz, seus pecados estão perdoados. Mc 2, 1-12
Pode parecer um pouco decepcionante. Um homem depois de tudo que fez, esperando a cura pelas mãos daquele já muito conhecido por isso, e ouve “apenas”: seus pecados estão perdoados!
Contudo Jesus sabe e conhece profundamente o homem. Conhece o seu interior, o que passa no mais íntimo do seu coração. E indo além das experiências sabe o que realmente necessitamos, ainda que não de aquilo que esperamos.
Logo os fariseus pensavam: esse que perdoa os pecados, que autoridade tem? E Jesus disse: “que é mais fácil dizer teus pecados estão perdoados ou levanta toma tua cama e anda. Pois para que saibais que o Filho do homem tem poder de perdoar os pecados toma tua cama levanta e anda”.
A cura que necessitamos é a interior, e a do pecado, logicamente, devemos buscar ter saúde, buscar os meios para estar saudável, e pedir a Deus isso. Porém antes de tudo, busquemos uma vida saudável na alma, essa é a cura a qual carecemos.
A própria experiência de cada um de nós, nos mostra como é difícil que nos acerquemos a confissão. Distintos são os motivos (vergonha, medo do que o padre vai pensar, ou o que os outros pensarão de mim se me confesso – que pecador, ou os não praticantes dirão: para que isso?, entre outros).
É aí que devemos aprender com esse paralítico, ainda que possa ser visto por todos buscando a confissão.  O que importa é estar “cara a cara” com Jesus, porque é Ele quem perdoa os pecados.
É verdade também que às vezes nós e os outros temos a necessidade de amigos para falar, para encorajar, para aproximar e levar até Jesus. Tudo isso porque se vai sofrendo uma paralisia na alma causadora desse distanciamento gradual de Deus.
A confissão é um presente. É o presente divino dado para curar essas paralisias da alma ao largo da vida de cada um. Depois da ressurreição o primeiro presente dado ao ser humano da parte de Jesus Cristo, contido nas primeiras palavras a seus discípulos é:

"apareceu no meio dos apóstolos...e, mostrando-lhes as mãos e seu lado...lhes disse: a paz esteja convosco. Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo...Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, e aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" Jo 21, 21- 23.

Deus nos espera de braços abertos como o pai da parábola do filho pródigo. Aquele pai apesar do pedido do filho, não o aceita como um escravo. Pelo contrário o acolhe como era antes de partir para longe: seu filho. Para mostrar sua dignidade de filho, representada naquele então pela roupa, o anel, e dando uma festa.
Quando se pede perdão na confissão, se é retirado da situação penosa, como o filho da parábola, causada pelo pecado. Deus limpa, reveste com as vestes da graça, e dá uma festa, pois o próprio Jesus disse: “há mais festa no Céu por um pecador que se converte que por noventa e nove justos”.
A confissão é um momento único. Momento onde tanto o que se confessa como o sacerdote, sente profundamente a miséria humana e a misericórdia infinita de Deus.
Há um ano lançou – se nos cinemas um filme baseado em uma história real: O rito. Particularmente a última cena me “encantou”, gostei muito dela. Depois de todo um filme sobre o exorcismo e como aquele diácono duvidava da existência do demônio. Na última cena ele aparece ordenado e atendendo uma confissão.  A mensagem dada é muito significativa. É no confessionário onde se produz e se ganha a batalha diária com o demônio. É no confessionário onde se dá a cada dia um verdadeiro exorcismo.
Eduardo Henrique da Costa

quarta-feira, 14 de março de 2012

SAUDADE


Estimados leitores do outro lado da tela.


Hoje lhes escrevo sobre a saudade.


Nostalgia, “añorar”, “hechar de menos”, sentir falta, “manque”, “to miss”, são algumas das palavras utilizadas em outras línguas para expressar algo assim como a saudade.


Mas nenhuma traduz exatamente o que é saudade, porque essa palavra só existe em português.


Na verdade, eu creio que, saudade junta um pouco de tudo, se sente falta, se tem nostalgia, se pensa na pessoa que não está, se espera vê-la outra vez (ainda que já não seja nesse mundo), se revive mentalmente os momentos inesquecíveis compartidos juntos, ou basta simplesmente com recordar (re - trazer de volta – cordis em latim: - ao - coração) os momentos juntos.


Nosso espírito “voa” ao encontro da outra pessoa, e se dá uma misteriosa união; as vezes se chora, mas são lágrimas de esperanças, de lembranças e sobretudo de amor.


Quem sabe essa seja uma, ou a única tradução e um sinônimo de saudade, o amor. Toda essa miscelânea de sentimentos, se resume em AMOR, é o amor que está detrás e impulsiona tudo.


Sobre a saudade existem muitíssimas frases, como por exemplo: “O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo” Mário Quintana“Saudade é melhor do que caminhar vazio.” Peninha. “A juventude é uma idade horrível que apreciamos apenas no momento em que sentimos saudade dela.” A. Amurri“Aos olhos da saudade como o mundo é pequeno.”Charles Baudelaire.


Contudo, para terminar, particularmente ficarei com estas duas frases de autoria desconhecida: “saudade sim tristeza não” e “saudade é o amor que fica de quem se vai” e amor que vai de quem fica.


A saudade ao fim e ao cabo nos une. Como cantam Jorge e Mateus: “quem foi que disse que para estar junto precisa estar perto”


Eduardo Henrique da Costa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SIM EXISTE!

Não sei onde ouvi essa história, só sei que faz muito tempo que a conheço. E não vou comentar como faço quando uso alguma história para ilustrar um tema. Fala por si só. Boa leitura.
 Eduardo Henrique da Costa.

Em um cabeleireiro se encontrava um homem de fé dialogando com aquele que lhe cortava o cabelo, tentando convencê-lo da existência de Deus.
Em um determinado momento o cabeleireiro disse assim:
- Deus não existe, pois, senão não haveria guerras, fome, ladrões, e outros tantos maus.
Houve um silêncio profundo naquele recinto, até quando entrou um homem maltrapilho, sujo, com os cabelos grandes, roupa velha perguntando onde ficava uma loja que se encontrava ali perto.
Saindo este dali, toma a palavra o homem crente (que crê) dizendo:
- os cabeleireiros não existem!
Estupefato contesta o outro:
- como não. Se aqui estou falando contigo! Cortando seu cabelo!
Recebendo a seguinte resposta:
- não. Não existem! Você não viu o homem que acaba de sair, o horrível cabelo que tinha, grande, sujo, duro...
Já sem corta o cabelo retruca:
- não seja por isso. Eu estou aqui, se ele não busca um cabeleireiro é porque ele não quer, ou não pode, mas não significa que não existimos.
Responde calmamente seu cliente:
- a mesma coisa acontece com Deus. Ele existe se alguém não que reconhecê-Lo, buscá-Lo, amá-Lo agindo contra Seus mandamentos e ensinamentos e contra a própria natureza humana, não significa sua não existência.  


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